Robôs V Emprego
Fala-se na evolução dos robôs, mas não podemos
esquecer o impacto social que eles vão causar a sociedade.
E quando se fala em
impactos causados pela robótica o primeiro factor que nos vem a cabeça é o
desemprego.
As transformações que ocorrem, causadas pelo advento
dos robôs, muitas vezes podem não estar visíveis á maioria das pessoas que não
convivem no ambiente industrial, contudo a ascensão da robótica nas fábricas
faz parte da mesma tendência que vem determinando, nos últimos anos, a
crescente automatização dos bancos, do comércio e das empresas em geral.
No que se refere ao meio fabril, por um lado as
indústrias recrutam robôs e computadores, norteadas por uma necessidade crucial
de sobrevivência no mercado, de forma a conquistar maior produtividade e
qualidade para seus produtos, de forma mais barata e assim assegurar
competitividade face aos concorrentes.
Decididamente os robôs ocupam o lugar
dos homens, muitas vezes um robô substitui dezenas ou até centenas de homens numa
linha de produção.
O receio do desemprego vem aumentando a cada dia que
passa. A queda nos custos dos robôs tornando-os acessíveis a muitos sectores da
indústria, fez com que eles (os robôs) pudessem competir com a mão-de-obra
barata, como a existente nos países do terceiro mundo, ameaçando o emprego de
muitos trabalhadores.
Muitas empresas multinacionais, que se instalavam em
países subdesenvolvidos para utilizar o recurso a "mão-de-obra
barata", já estão a reverter essa tendência e concentrar as operações nos
seus próprios países de origem, utilizando robôs para baixar custos de produção.
O uso de robôs para as indústrias é uma questão de
sobrevivência, assim, resistir ao uso dos robôs é uma batalha perdida,
principalmente devido a forma acelerada com que eles baixam de preço. Além
disso, o sucesso que as empresas e países utilizadores de robôs vêm obtendo é
alto.
O Japão por exemplo, em 10 anos conseguiu quadruplicar a sua produção de
automóveis, mantendo praticamente a mesma força de trabalho.
Um estudo feito no Japão em 1983 mostrou que
existiam no início de 1981, no Japão, cerca de 25000 robôs, cujo valor médio de
mercado era de 17.000 dólares americanos. Desses robôs espera-se uma vida útil de seis anos,
desde que trabalhem 22 horas por dia, durante os sete dias por semana.
Fazendo
as contas, percebe-se que nesses seis anos o robô trabalhará cerca de 48000
horas. Isso equivale ao que o operário médio japonês consegue trabalhar em 30
anos, já que trabalha apenas 40 horas por semana. O custo do operário médio
para as empresas japonesas, sendo de 13.000 dólares americanos por ano. Pode se notar a vantagem
que os robôs possuem sobre os operários.
Quando se fala em desemprego, é necessário ressaltar
que, não existem somente os empregos destruídos. Existem também os empregos
modificados. Habilidades pacientemente adquiridas por trabalhadores são, para
alguns, bruscamente desqualificadas, porque foram tornadas inúteis pelo robô.
Não restam dúvidas, que o que deve ser feito não é
impedir o advento dos robôs, pois é praticamente impossível. Por outro lado,
não se deve assistir passivamente à sua chegada. O caminho é lutar para que
sejam implantadas medidas que contraponham os seus possíveis impactos
negativos.
Uma pode
ser e será certamente o Auto Emprego.
Comece já hoje a perspectivar o seu futuro, a evolução não para, e é cada vez mais veloz nas alterações que provoca na sociedade.

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