quarta-feira, 26 de março de 2014

Crescimento em recessão: um mito?


   Há muitas razões que podem levar um país a uma crise económica. Podem derivar da dinâmica económica interna ou, ser completamente "importada" da arena internacional. Às vezes, é uma combinação de ambas. Além disso, às vezes ela não tem raízes económicas e emergem das incompetências ou corrupção entre políticos no país.

   Independentemente da causa, os resultados finais são mais ou menos o mesmo:
   - A actividade comercial entra em declínio.
   - O crédito torna-se mais caro e escasso.
   - Os Empresários adiam planos de expansão.
   - Menos novos negócios são abertos.
   - As empresas actuais (principalmente as de pequena e média dimensão) fecham.
   - Aumenta o desemprego.
   - Dispara a Inflação.
   - Rendimento familiar disponível diminui.

   Dependendo da gravidade da crise, podemos testemunhar todos os itens acima ou alguns deles. E de vez em quando, vemos consequências adicionais também.

   Chegamos agora a relação entre uma crise económica e a venda directa. Alguns defendem que a indústria de venda directa é tão vulnerável a uma crise económica como qualquer outra indústria e que este é um facto, inevitável. Vamos ver se isso é verdade.

   Diminuição da procura.

   É óbvio que se as pessoas têm menos rendimento disponível, naturalmente as empresas de venda directa sofrerão um impacto negativo, também. Não há dúvida sobre isso.
Mas há dois factos importantes que precisamos ter em atenção:
   
   1) Consumo Interno

   A venda directa permite e oferece produtos de alta qualidade a preços reduzidos. Se os profissionais de venda directa e suas famílias preferem os produtos das suas empresas, essa tendência aumenta nestas ocasiões, pois aumentam o rendimento e diminuem despesas.

   2) Eles gastam!

   Além disso, leva ao aumento de aderentes a esta indústria por motivos óbvios, a obtenção de produtos a melhor preço, aliado a um rendimento extra. O que significa um aumento do volume da indústria de venda directa.
   As pessoas tendem a gastar menos em tempos difíceis, mas isso não significa que não gastem nada. Assim, as empresas de venda directa podem muito bem voltar a reposicionar-se para melhor competir com os grandes distribuidores.

   Aumento do desemprego

   O desemprego torna-se um problema maior durante as crises. As pessoas perdem os seus empregos. Muitos daqueles que têm a sorte de manter seus empregos começam a ganhar menos. A venda directa sob tais condições, brilha como uma saída ainda mais aliciante do que nunca.
   Novamente, é uma questão de desenvolvimento e implementação de estratégias e incentivos bem adequados a estes tempos.

   Conclusão.
   
   Na minha opinião, uma empresa de venda directa, que não tome quaisquer medidas, é naturalmente afectada de forma negativa, como em qualquer outra indústria.
   
   No entanto, existem oportunidades que podem ser aproveitadas na venda directa, devido à natureza deste negócio. Se as empresas de venda directa desenvolverem estratégias nesse sentido, e as transmitirem para o campo com sucesso, é mais que provável minimizar os riscos de uma crise grave e até mesmo atingir o crescimento.

   Portanto, a minha resposta para a primeira pergunta seria: "Não, não é um mito e pode muito bem ser realizado."

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